segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Alguém batia à porta

A qualquer momento faria um buraco no chão de tanto andar de um lado para o outro. A hora não passava e a ansiedade só aumentava. Estava há anos sem vê-lo, com certeza não saberia reconhecê-lo no meio da rua. Só conseguia se recordar de sua voz, aquela que ouviu poucas vezes durante todo esse tempo em que ficaram separados. Ninguém entendia o porquê de se falarem tão pouco e apenas por telefonemas rápidos, mas, para eles, aquilo bastava. Bastava para lembrá-los que ainda pensavam no outro, bastava para mantê-los ligados de certa forma. Não podiam negar a ansiedade em ver como o outro estava, de sentirem o toque e o carinho do outro.
Alguém batia à porta.

A qualquer momento faria um buraco no chão de tanto andar de um lado para o outro. As horas haviam passado rápidas demais, dias já tinham se passado. Não podiam negar a ansiedade em ver o outro pela última vez, de sentirem o toque e o carinho do outro.
Alguém batia à porta.
Era hora dele voltar.



- Indicação de música: Dave Barnes - Home

3 comentários:

- B. disse...

"Bastava para lembrá-los que ainda pensavam no outro, bastava para mantê-los ligados de certa forma." Me lembrou tanta coisa. Tantas pessoas que seguem na minha vida por telefonemas rápidos.

Ahazzou no texto, rob. Como sempre.

ana sofia disse...

eu tenho quedas por textos mais curtos como esse rs. eles sempre são os melhores, acho que pq deixam sempre alguma coisa por ser entendida. e isso é que um bom texto faz com a gente, não é? bjos rob

ana sofia disse...

eu tenho quedas por textos mais curtos como esse rs. eles sempre são os melhores, acho que pq deixam sempre alguma coisa por ser entendida. e isso é que um bom texto faz com a gente, não é? bjos rob